quarta-feira, 25 de março de 2009

Amigos universais.

Tenho muitos colegas.

Colegas são aqueles que te envolvem em qualquer lugar, seja num barzinho, seja num churrasco, seja em seu cotidiano. Aparecem de repente, te envolvem, e você sente que conquistou um amigo.

De colega a amigo há um processo demorado: só há a transformação com o tempo, com a convivência. O tempo evidencia a frequência; a convivência, a metamorfose.

Tenho infinitos colegas, e poucos mas fiéis amigos.

Deley, Tatá, Luciano Pimenta, Sombra, Daniboy, Nelsão da Fiel, Nardinho, Porfírio, Ric Santista, Daniel, Boni, Memeco, Yoshi, Kabo, Dilso, Mário. Empresários, engenheiros, comerciantes, arquiteto, corretor, advogado, oficial de justiça, contadores, funcionários públicos. Nossas reuniões ocorrem em happy hour, ora no Toy Restaurante, ora na lanchonete do Giba e do Paulinho, ora no Magno’s Bar.

Aprendemos diferenciar conhecidos, colegas, amigos. A todos somos fiéis companheiros, e todos têm atenção de todos.

Amigo é um ser especial. Ele não tem o seu sangue, mas te compreende; não tem suas atitudes, porém age da mesma forma que você; não possui seus sentimentos, contudo chora ou ri com você.

Deley, Tatá, Luciano Pimenta. Você se importa com a ordem e a idade? Importa-me o espírito de cada um. Dos quatro, Luciano Pimenta é o mais novo; em idade, sou o segundo mais velho. Considerando uma ordem cronológica, estaríamos assim classificados em ordem decrescente por idade: Deley, eu, Tatá, Luciano Pimenta.

Se fosse considerar a idade de nossos espíritos, essa seria a classificação: Deley, Tatá, Luciano Pimenta e André.

Luciano Pimenta é um garoto. Um menino com mais de mil anos a minha frente. Alma boa, espírito bom, humilde, solidário, trabalhador, sincero, honesto. Herança que recebeu do pai. Nasceu em Realengo, Rio de Janeiro, e depois a família se mudou para o bairro da Penha. Sua educação está nos alicerces de pai, mãe, avô e avó. Você conhece algum termo mais enraizado do que alicerce? Não há.

É fácil pronunciar e escrever a palavra “amigo”, quando se torna comum. Para mim, o escrever e o pronunciar são profundos... o termo é arrancado do fundo da alma, passa e vem esquentando por todo o-de-dentro, chega à garganta, arranha, porque é maior que meu ser, e explode em alegria. Daí o resultado é um abraço sincero.

Tricolor fanático. Ao casar-se, na Igreja de São Judas, em São Paulo, o que se ouviu não foi a marcha nupcial. Foi o hino do Fluminense. O das Laranjeiras. O bairro onde pretendo passar meus melhores anos de vida.

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