“Minha querida mãezinha! Não se entristeça mais, acalme seu coração (...) A morte nada mais é que o ponto e vírgula: aquele sinalzinho de pontuação que significa pausa, sem ser o fim no que se escreve.”
O título acima é um trecho de uma carta psicografada. O filho de minha professora de português, Dona Juçara, desapareceu. Após um dia sem contato, os pais percorreram todo o trecho da Via Anchieta, estrada que leva ao litoral, à busca do filho ou de alguma história que os levasse a encontrar o carro dele.
Os dias se passaram, a angústia e o desespero tomaram conta da família. Nem hospitais, nem delegacias, nem necrotérios sabiam onde estava ou que fim tinha tomado o jovem.
Procuraram, então, um centro espírita. E foi lá que, através do trabalho da mediunidade, o filho comunicou-se com seus pais, dizendo que sofrera um assalto, que fora assassinado e seu corpo jogado no mato, num trecho da rodovia, próximo do litoral. Seu corpo foi “achado”, completamente desfigurado e em estado de putrefação, e enterrado numa vala comum em um cemitério de Santos, porque não apresentava nenhum documento que o identificasse; por isso, tinha sido enterrado como indigente.
Os pais foram a Santos e localizaram o corpo do filho no cemitério indicado.
Como o desespero se tornasse maior a cada dia, com revolta presente, continuaram a frequentar a casa espírita, onde recebiam paz e alívio aos coraçõe sofridos. Numa dessas vezes, o filho escreveu a carta pelas mãos do médium.
O título acima é um trecho de uma carta psicografada. O filho de minha professora de português, Dona Juçara, desapareceu. Após um dia sem contato, os pais percorreram todo o trecho da Via Anchieta, estrada que leva ao litoral, à busca do filho ou de alguma história que os levasse a encontrar o carro dele.
Os dias se passaram, a angústia e o desespero tomaram conta da família. Nem hospitais, nem delegacias, nem necrotérios sabiam onde estava ou que fim tinha tomado o jovem.
Procuraram, então, um centro espírita. E foi lá que, através do trabalho da mediunidade, o filho comunicou-se com seus pais, dizendo que sofrera um assalto, que fora assassinado e seu corpo jogado no mato, num trecho da rodovia, próximo do litoral. Seu corpo foi “achado”, completamente desfigurado e em estado de putrefação, e enterrado numa vala comum em um cemitério de Santos, porque não apresentava nenhum documento que o identificasse; por isso, tinha sido enterrado como indigente.
Os pais foram a Santos e localizaram o corpo do filho no cemitério indicado.
Como o desespero se tornasse maior a cada dia, com revolta presente, continuaram a frequentar a casa espírita, onde recebiam paz e alívio aos coraçõe sofridos. Numa dessas vezes, o filho escreveu a carta pelas mãos do médium.
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Este é o final de minha história que continua a ser vivida. Mesmo que eu morra, a minha trajetória continuará por muitas gerações, através de meus filhos que casarão e terão os meus netos, que casarão e terão os meus bisnetos, que casarão...
Além disso, continuará com os meus amigos e seus filhos, e seus netos, com os meus sobrinhos, com os meus afilhados, com as minhas amigas, com desconhecidos.
Cada um tem a sua história de vida. Nela somos bons, mesquinhos, solidários, egoístas, somos sempre antitéticos e paradoxais.
Este é o final de minha história que continua a ser vivida. Mesmo que eu morra, a minha trajetória continuará por muitas gerações, através de meus filhos que casarão e terão os meus netos, que casarão e terão os meus bisnetos, que casarão...
Além disso, continuará com os meus amigos e seus filhos, e seus netos, com os meus sobrinhos, com os meus afilhados, com as minhas amigas, com desconhecidos.
Cada um tem a sua história de vida. Nela somos bons, mesquinhos, solidários, egoístas, somos sempre antitéticos e paradoxais.
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Quando eu era criança e fazia uma arte qualquer, minha mãe dizia que, se eu continuasse agindo daquela forma, eu iria ao Inferno, quando morresse, mas se eu fosse um bom menino eu iria ao céu e tornar-me-ia um anjo.
Quando eu era criança e fazia uma arte qualquer, minha mãe dizia que, se eu continuasse agindo daquela forma, eu iria ao Inferno, quando morresse, mas se eu fosse um bom menino eu iria ao céu e tornar-me-ia um anjo.
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Eu acho que estou no meio, entre os dois, numa espécie de purgatório, mas penso que tenho grandes chances de ser aprovado por São Pedro.
O final sempre continua, tal qual o ponto e vírgula.
Eu acho que estou no meio, entre os dois, numa espécie de purgatório, mas penso que tenho grandes chances de ser aprovado por São Pedro.
O final sempre continua, tal qual o ponto e vírgula.
