domingo, 19 de abril de 2009

Histórias avulsas -- II

Adoro balões... de todos os tipos, mas sou fascinado mesmo pelos maiores. Aqueles que sobem com centenas de fogos de artifícios e bombas, e resolvem estourar bem em cima do prédio onde moro, às seis horas da manhã de domingo.

Nossa!!!!! Fico tão extasiado que me levanto às pressas, topando os joelhos e os pés em tudo que é móvel e parede... puxa!! é uma dor tão gostosa que você não faz idéia!

Depois de uma dezena de topadas, chego à janela, mas não consigo ver o formidável, porque está sobre o prédio. Aí corro para o banheiro. "Corro" é maneira de dizer, porque, na verdade, vou mancando até lá o mais rápido que posso.

Aí lavo o rosto, enxaguo bem os olhos, enxugo-os, e volto mancando às pressas para a janela... é nesse momento e somente nesse exato momento que vejo o terreno baldio e aquela cambada de filhos-da-puta que soltou o balão maravilhoso. Todo mundo olhando pra cima.

Tenho a impressão de que riem também. Da minha cara, é claro!

Já pensei em comprar um estilingue: ficaria preparado... acordaria às 5h, abriria a janela e quando o majestoso passasse em minha frente, encheria de pedra o maldito. Refleti! Poderia ser perigoso. Esqueci essa idéia.

Eu teria que arrumar uma forma de atingir a turma de idiotas. Pensei em comprar um rifle com luneta e mira. Antes disso, me matricularia numa escola de tiros. Minha idéia era acertar um tiro apenas na bunda de um deles. De qualquer um. Acertaria um na bunda num domingo, outra no outro domingo, e assim sucessivamente até não sobrar mais bunda naquele terreno.

E ainda iria ver a cena de perto com a maior cara de bunda!!

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