segunda-feira, 20 de abril de 2009

Sr. André, Sra. Judite e Laís.

Na sexta-feira daquela gloriosa semana, momentos antes de eu viajar ao litoral, o telefone tocou.

-- Sr. André?

-- Sim, sou eu. Quem fala?

-- Sou a Judite, esposa do André, futuros pais da Fefê e do Marquinhos.

-- (*)... (decididamente eu sou um chorão!)

-- Meu marido, antes de sair para o trabalho, pediu-me que eu telefonasse para dar essa notícia ao senhor.

-- Muito obrigado, Sra. Judite!

-- Ele pediu-me também para convidar-te a um almoço amanhã, sábado, aqui em nossa casa no Guarujá. Anote o endereço, por favor!

Anotei, agradeci muito, desliguei e, claro, कोन्तिनुएइ chorando. Durante esta última ação, tocou novamente o telefone. Atendi:

-- Oi, André!

-- Oi!

-- Você está chorando, André?

-- Estou.

-- O que aconteceu, amor?

-- Estou muito feliz, La! – disse, ainda soluçando.

-- Esse choro não é de tristeza?

-- Não!

-- Posso saber o motivo?

-- Fefê e Marquinhos serão adotados pelo mesmo casal.

-- André!! Não estou entendendo nada, amor! Não era você que queria adotá-los?

-- Era, mas só conseguiria isso se eu me casasse, se eu tivesse uma mulher que os amasse do mesmo jeito que eu os amo.

-- Por minha culpa, você não conseguiu adotá-los, né André?

-- Não foi a sua culpa, Laís! Eu sabia desde o princípio que eu não conseguiria; o tempo era muito curto.

-- Eu me distanciei de você por medo. Fiquei amedrontada de ir ao Convento e ser castigada por Deus.

-- Deus só quis abrir mais um caminho a você, Laís! Entendo seu medo. Quem sabe um dia você não esteja melhor preparada, não é doidinha?

-- Queria passear com você hoje à noite.

-- Estou saindo para a praia agora. Amanhã, irei a um almoço na casa do casal que irá adotá-los.

-- Você irá sozinho?

-- Irei acompanhado, Laís!

-- Podemos sair a semana que vem? Talvez na terça-feira?

-- Claro, Laís!! Segunda-feira, telefonarei a você para combinarmos.

-- Boa viagem, amor! Bom almoço! Tomara que sua companhia se afogue bebendo um copo d’água!

Praguejou e desligou. Ela não precisava saber que minhas companhias eram Deus e minha filha.


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