quinta-feira, 14 de maio de 2009

Sonhos se realizam – III

Antes de telefonar à Sra. Judite, telefonei ao Tatá.

-- Alô, Tatá!

-- Fala aí, meu camarada!! Fizeram boa viagem?

-- Sim, Tatá!! Foi tranquila! Quando passamos pelo pedágio, vi os três guardas. Eu gostaria que você me fizesse um favor.

-- Claro que faço, André! O que quer?

-- Quero que venha de ônibus ao Guarujá, e volte dirigindo o carro de minha irmã. Eu o tirarei agora do estacionamento do hotel e o deixarei num outro estacionamento a 2km daqui, em frente ao Terminal Rodoviário. Quando você chegar lá, te entregarei as chaves e os documentos do carro.

-- Está combinado, meu camarada!! Sairei daqui a pouco da empresa. Quando eu já estiver no ônibus, te telefonarei.

-- Obrigado por mais essa, Tatá!

-- Que obrigado nada!!! Vai preparando o bolso pra me pagar umas cervejinhas, quando você voltar.

-- (risos)

Estava com medo de envolver gratuitamente minha irmã e o marido dela, além de meus sobrinhos, é claro. Não me pegaram na ida ao Guarujá, mas não sabia nada da volta. Afinal, eu estava no território deles. Se meu xará deixou tudo planejado entre os amigos, quem poderia me garantir paz na Baixada Santista?

-- Já telefonou pra ela, André? – perguntou-me meu pai, ansioso.

-- Chegamos cedo demais, pai! – disse-lhe rindo – telefonarei daqui a duas horas, conforme o combinado. Você não estão com fome? Por que não vão tomar um chá no restaurante do hotel.

-- Você vai para aonde?

-- Vou comprar cigarros e conversar um pouco com o Sr. Manoel, dono da padaria.

Nesse momento, tocou o telefone. Era o Tatá.

-- André!! Já estamos no pedágio.

-- Legal! Estou indo à rodoviária. Abraços, amigo!

Desliguei o telefone e desci ao estacionamento. Peguei o carro e fui ao Terminal.

90 minutos depois, chegou o ônibus. Sem dizer nada, entreguei chaves e documentos a Tatá. Depois, apanhei um táxi e me dirigi à Locadora de Veículos, onde aloquei um carro idêntico ao de minha irmã. E voltei ao hotel.

-- Aconteceu alguma coisa, André? Você demorou muito.

-- Muita conversa pra se colocar em dia, né? – ri – Bem! Vamos telefonar à senhora Judite.

Quem atendeu ao telefone foi a Fefê.

-- Alô! Quem fala? – atendeu uma voz doce e meiga de garotinha.

-- Oi, Fefê!!

-- Titiooooooooooooooo!!!

-- Chama a mamãe que eu quero falar com ela.

Depois de alguns segundos, quem me atendeu foi um homem.

-- Alô! Sr. André! Aqui é o João. Fizeram boa viagem?

-- Muito boa viagem, Sr. João! O senhor e sua senhora estão bem?

-- Estamos felizes por estarem aqui. Amanhã vocês almoçarão em minha casa. E não aceito um não como resposta. Agora estamos indo todos ao hotel. Chegaremos daqui a 20 minutos, porque iremos a pé.

-- Muito obrigado, Sr. João. Aceitamos o convite. Estamos ansiosos para que cheguem logo.

-- Até daqui a pouco, amigo!

-- Até, Sr. João!

Minha menina tinha falado corretamente ao telefone. Estava progredindo.


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