domingo, 3 de maio de 2009

EU – I

EU é o pseudônimo de uma linda mulher que faz comentários sobre as histórias publicadas neste livro.

A primeira vez que nos vimos foi em um shopping de São Paulo, no fim de novembro de um ano especial, durante uma confraternização de “amigo secreto” ou “amigo oculto”.

Havia mais de 80 pessoas, e meus olhos brilharam quando a viram. O coração arrefecido até então, esquentou e começou a pulsar de um jeito diferente. No entanto, outras pessoas notaram-me babando por ela, e trataram de me apresentar a todos que lá estavam, menos a ela.

Percebi sua decepção.

Em um determinado momento, uma amiga chamou-me para uma fotografia num grupo em que a linda mulher estava também. Antes de me aproximar, ouvi-a dizer:

-- Deixe-o pra lá!! Vamos tirar a foto nós duas!

Confesso que fiquei, em termo popular, bem puto da vida, e tratei de sair de lá, dar uma volta pelo shopping, esquecer aquela mulher alta, ruiva, de olhos verdes... uma verdadeira obra-prima.

Ao retornar, entreguei meu presente ao meu “amigo secreto”, recebi o meu, despedi-me e fui embora.

Os dias se passaram, eu não conseguia esquecer aquela mulher arrogante, que eu nem sabia quem era, nunca a tinha visto em minha vida. Na primeira semana de dezembro, fui convidado a uma festa de aniversário em um karaokê num bairro nobre da zona sul.

Naquele sábado da festa, fazia frio (aqui em São Paulo é assim, mesmo no começo do verão. Ou 8 ou 80). Ao chegar, fui recepcionado por algumas amigas e com elas fiquei conversando. Vinte minutos depois, chegou a soberba. Ela estava muito linda (mulher linda sabe que é linda, sabe que está sendo notada, e se torna mais ainda altiva)!

Quando ela se aproximou da mesa em que eu estava, levantei-me e fui ao balcão do bar. Mostrei-lhe que ela não era a única insolente. Enquanto eu estava esperando para ser atendido, ela se aproximou de mim e perguntou:

-- Por que você não me cumprimentou lá no shopping? Eu te fiz alguma coisa?

-- Fez sim. Mostrou-se arrogante, no momento da foto.

-- Antes da foto, por que você não me cumprimentou?

-- Durante os cumprimentos, pensei que você não fizesse parte da turma que lá estava. Eu conhecia apenas uma pessoa, e esta apresentou-me a todos que lá estavam. Quando ela passou por você, pensei que fosse apenas mais uma no shopping.

-- Nunca é tarde pra gente se conhecer!!

Abraçamo-nos e ficamos até o fim da festa conversando.

Havia começado um relacionamento amoroso naquela noite.


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