segunda-feira, 4 de maio de 2009

Crianças carentes

Trabalhar, tendo como meta o aprendizado de crianças, é gratificante, e amplia a visão de mundo, seja do voluntário, seja do profissional de Educação, seja de empresários que incentivam uma iniciativa, como, por exemplo, uma ONG.

Estar em uma sala de aula como Educador e desenvolver projetos junto a crianças carentes, é sentir-se útil, solidário, de bem consigo mesmo.

Em uma ONG, que trabalha para esses fins, o adulto-educador se torna o responsável legal, porque influencia, positivamente, o comportamento e a disciplina de crianças e jovens. A partir disso, há uma troca de conhecimentos e informações com o envolvimento de todos. Abaixo, alguns exemplos:

* Danicarlos era um jovem arredio. Foi acolhido pela ONG aos oito anos de idade. Esperto, logo se tornou um líder de caráter negativo: influenciava colegas a cometerem pequenos delitos. Contudo, seu comportamento foi trabalhado pelos educadores; verdadeiramente, não foi um trabalho fácil. Em menos de um ano, a criança apresentou bons resultados.

Quando completou nove anos, seus pais se separaram. A mãe mudou-se com os filhos para outro bairro, bem distante da ONG.

A vida de Danicarlos mudou completamente. Precisava de dinheiro para o ônibus, afinal estudava em uma escola pública perto da ONG e não queria ser transferido para outra em seu bairro. Procurou seu pai e disse-lhe que estava interessado em aprender um ofício. Dono de uma Borracharia, o pai fê-lo trabalhar aos fins de semana, mostrando ao jovem que nada se consegue sem nenhum esforço.

Durante a semana, de segunda a sexta-feira, Danicarlos ia à ONG, aprendia as disciplinas que não entendia na escola, auxiliava os menores em Matemática, almoçava e ia à escola pública, na parte da tarde. Retornava à sua casa à noite; aos sábados de manhã, com muito esforço, o pai pagava um curso de Desenho a ele; aos sábados à tarde e aos domingos de manhã, Danicarlos auxiliava o pai na Borracharia.

Aos 12 anos, já era referência de bom comportamento e responsabilidades. Sua esperteza lhe proporcionou ricos conhecimentos em Artes, Informática e Art Attack.

Juntou-se com seu melhor amigo, Alan, e ensinavam o que aprendiam a outros colegas.

Aos 15 anos, despediu-se, chorando, da ONG.

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