Os sonhos se realizam
Qualquer sonho se realiza. Quem sonha, há de ter perseverança, lutar para conseguir. Tudo o que eu escrever aqui sobre esse tema será cair em lugar comum.
Diariamente, recebemos e-mails com imagens e lindas palavras, encorajando-nos a seguir em frente, a buscar nossos sonhos.
Reflita! Relembre bons e maus momentos de sua vida. Se precisar, pegue um caderno, divida-o em duas partes e anote todos os melhores e piores momentos. Não se esqueça, porém, de que cada período ruim traz um ensinamento, traz-nos maior poder de julgamento, a fim de que o evitemos no futuro.
Uma vez, assisti, por vídeo, transmitido a mim por Clarita, a uma palestra de Sir Ken Robinson, cujo tema era: Escolas matam a criatividade? Sir Robinson pensa que sim, porque a escola direciona o ensino a matérias como matemática, línguas, ciências, deixando praticamente de lado artes, pintura, música, dança. Em parte ele tem razão, porque o mundo está focado em concorrências e ambições. A criança, na escola, aprende desenho e música; durante seu crescimento, as artes são colocadas de lado. “Em qualquer lugar do mundo, isso ocorre”, afirma Sir Robinson.
Anos atrás, lecionando no 3º ano do Ensino Médio, um adolescente veio conversar comigo:
-- Professor!! Já é a terceira vez que faço o 3º ano e pelo que estou percebendo, reprovarei novamente.
-- Realmente! Suas notas são péssimas. Você mal sabe escrever uma redação. Como espera ser aprovado em um exame de vestibular?
-- Eu não pretendo prestar o vestibular. Meu sonho é ser cozinheiro, é trabalhar com chefs franceses, em cozinhas internacionais. Meus pais não se conformam com isso. Meus professores, muito menos.
Confesso que fiquei surpreso. Nunca tive um aluno que me relatasse isso com naturalidade e tristeza ao mesmo tempo. Abracei-o e disse-lhe que me desse um tempo, pois eu conversaria com os outros professores.
Nos dias seguintes, conversei com a coordenadora, com a diretora e com o orientador educacional. Houve preocupação, e a diretora resolveu fazer uma reunião com os professores.
Durante 4 horas, na reunião, discutimos sobre o problema.
-- Em minha disciplina, ele não será aprovado, se não estudar. – afirmava o professor de matemática.
-- Eu não vejo problemas, em minha disciplina, de aprová-lo. Afinal, ele quer seguir seu sonho e poderá se dar muito bem. – comentava a professora de Física.
-- Eu concordo com a professora. Mas... se ele estiver mentindo? Depois de aprovado, entra numa universidade particular, e passaremos por idiotas, enganados por um adolescente.
-- E daí? Quantos e quantos foram aprovados sem terem merecido, e hoje estão muito bem profissionalmente? Penso que devemos dar essa chance a ele. – comentei.
-- Eu não o aprovarei! – insistiu o professor de matemática.
-- Quem mais não o aprovará? – perguntou a diretora.
Ninguém levantou a mão.
-- Bem, professor, no exame final ele reprovará em sua matéria. Como será a única, ele irá a conselho de classe. E será aprovado pelos demais.
-- Que assim seja, então!
O aluno foi aprovado. Anos mais tarde, eu estava no Largo de São Bento, saindo do Colégio, quando o reencontrei.
-- Meu querido e estimado professor!!!
-- Puxa! Como você mudou! Está trabalhando?
-- Sim, mestre! Sou cozinheiro profissional. Nos últimos anos, estudei até na França. Hoje trabalho num conceituado restaurante de São Paulo, como chef.
Uma chance dada, um sonho realizado.
XXXXXXXXXXXXX
Qualquer sonho se realiza. Quem sonha, há de ter perseverança, lutar para conseguir. Tudo o que eu escrever aqui sobre esse tema será cair em lugar comum.
Diariamente, recebemos e-mails com imagens e lindas palavras, encorajando-nos a seguir em frente, a buscar nossos sonhos.
Reflita! Relembre bons e maus momentos de sua vida. Se precisar, pegue um caderno, divida-o em duas partes e anote todos os melhores e piores momentos. Não se esqueça, porém, de que cada período ruim traz um ensinamento, traz-nos maior poder de julgamento, a fim de que o evitemos no futuro.
Uma vez, assisti, por vídeo, transmitido a mim por Clarita, a uma palestra de Sir Ken Robinson, cujo tema era: Escolas matam a criatividade? Sir Robinson pensa que sim, porque a escola direciona o ensino a matérias como matemática, línguas, ciências, deixando praticamente de lado artes, pintura, música, dança. Em parte ele tem razão, porque o mundo está focado em concorrências e ambições. A criança, na escola, aprende desenho e música; durante seu crescimento, as artes são colocadas de lado. “Em qualquer lugar do mundo, isso ocorre”, afirma Sir Robinson.
Anos atrás, lecionando no 3º ano do Ensino Médio, um adolescente veio conversar comigo:
-- Professor!! Já é a terceira vez que faço o 3º ano e pelo que estou percebendo, reprovarei novamente.
-- Realmente! Suas notas são péssimas. Você mal sabe escrever uma redação. Como espera ser aprovado em um exame de vestibular?
-- Eu não pretendo prestar o vestibular. Meu sonho é ser cozinheiro, é trabalhar com chefs franceses, em cozinhas internacionais. Meus pais não se conformam com isso. Meus professores, muito menos.
Confesso que fiquei surpreso. Nunca tive um aluno que me relatasse isso com naturalidade e tristeza ao mesmo tempo. Abracei-o e disse-lhe que me desse um tempo, pois eu conversaria com os outros professores.
Nos dias seguintes, conversei com a coordenadora, com a diretora e com o orientador educacional. Houve preocupação, e a diretora resolveu fazer uma reunião com os professores.
Durante 4 horas, na reunião, discutimos sobre o problema.
-- Em minha disciplina, ele não será aprovado, se não estudar. – afirmava o professor de matemática.
-- Eu não vejo problemas, em minha disciplina, de aprová-lo. Afinal, ele quer seguir seu sonho e poderá se dar muito bem. – comentava a professora de Física.
-- Eu concordo com a professora. Mas... se ele estiver mentindo? Depois de aprovado, entra numa universidade particular, e passaremos por idiotas, enganados por um adolescente.
-- E daí? Quantos e quantos foram aprovados sem terem merecido, e hoje estão muito bem profissionalmente? Penso que devemos dar essa chance a ele. – comentei.
-- Eu não o aprovarei! – insistiu o professor de matemática.
-- Quem mais não o aprovará? – perguntou a diretora.
Ninguém levantou a mão.
-- Bem, professor, no exame final ele reprovará em sua matéria. Como será a única, ele irá a conselho de classe. E será aprovado pelos demais.
-- Que assim seja, então!
O aluno foi aprovado. Anos mais tarde, eu estava no Largo de São Bento, saindo do Colégio, quando o reencontrei.
-- Meu querido e estimado professor!!!
-- Puxa! Como você mudou! Está trabalhando?
-- Sim, mestre! Sou cozinheiro profissional. Nos últimos anos, estudei até na França. Hoje trabalho num conceituado restaurante de São Paulo, como chef.
Uma chance dada, um sonho realizado.
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