sábado, 16 de maio de 2009

Amigos universais

Estar num barzinho, numa lanchonete ou num restaurante, durante um happy hour, é realmente necessário. Estar com a turma reunida, depois de um longo e cansativo dia de trabalho, é uma necessidade.

Um por um vai chegando, semblante cansado, puto da vida, pensativo, nervoso e blá blá blá blá abaixo.

-- Boa noite, putada! – é dessa forma que Mingo nos cumprimenta sempre que chega de bom humor. Aí dá um tapinha nas costas de cada um, e pede uma cerveja. Se não está de bom humor, nem entra; vai pra casa.

-- Boa noite, sala! – é assim que eu cumprimento o pessoal, quando chego. Sempre estão sentados nas mesmas cadeiras, o que dá a impressão de ser uma sala de aula.

-- Boa noite, boa noite, boa noite! – é o Tatá chegando. Senta-se e já pede a “saideira” ao dono do comércio. Essa “saideira” é cerveja, e pode demorar até cinco ou seis “saideiras”.

-- Boa noite, cambada! – é o Fácio chegando. Pega um copo, vai até a “saideira” do Tatá e se serve, naturalmente.

-- Boa noite, pervertidos! – é o Deley chegando. – Cadê o resto do pessoal, cacete? Pô! To morrendo de fome! – e já pede um porção de queijo.

-- Meus amigos! Boa noite! – é o Nelsão chegando e depositando sua bolsa, na mesa ao lado.

-- Boa noite! – é o Daniel chegando, sempre sorrindo.

-- Boa noite, imprestáveis! – é o Neneco adentrando. – Cacete! Ninguém trabalha aqui?

-- Boa noite a todos! – é o Nardinho. – Uma geladinha pra mim, por favor! – pede uma cerveja, levantando a mão.

-- Boa noite! – é o Tanaka. – Puta que pariu! Mas vocês não saem daqui, hein! Vocês não têm família? – senta-se e já pede uma cerveja e um frango a passarinho.

Meus amigos são assim. Ai daquele que provocar um deles. Não vai prestar! Como o lema de Os Três Mosqueteiros (ou como preferem alguns: Mosqueiteros): “Um por todos, todos por um!”.

Somos assim.


XXXXXXXXXXXXX