Amigos universais – happy hour – II
------- Deley ------
“Na Universidade eu morria de tesão por uma colega de classe. Sabia que ela tinha um namoradinho, mas sabia também que ela gostava de perfume de gasolina. Só saía com ela quem tinha carro.
Como eu já trabalhava e estava no final do curso, comprei um Opala, zero-bala, cheirinho de novo. Esperei ansioso a sexta-feira chegar e ir ao barzinho, onde eu a encontraria.
Chegado o dia, saí da Universidade e fui ao bar. Por sorte, tinha uma vaga bem na frente, onde ficavam as mesas. Estacionei. Assim que saí do carro, pude notá-la olhando para mim, de soslaio para que o namorado não percebesse.
Quando o corno foi ao banheiro, ela se abriu toda em sorrisos e se insinuou. Trocamos telefones, e eu voltei a minha mesa.
Nos encontramos no sábado à noite e fomos a um hotel.
Já estávamos na cama, nus, abraçados, quando pude perceber um vulto transparente, mexendo no mancebo, tentando pegar umas roupas. Broxei na hora.
-- Olha aquele cara!! Você está vendo ele?
-- Que cara, Deley? Não tem ninguém aqui no quarto com a gente..
-- É um espírito!! Vamos embora agora!! Não quero ficar mais aqui!! Rápido, se troque aí, que vou me mandar daqui.
Minha fama na Universidade se espalhou rápido. E não foi nada boa!!!”
------ Neneco ------
Neneco é um jovem corretor de 40 anos, mulherengo ao extremo. Basta ver saia pra sair correndo atrás, doido.
“Eu tinha 18 anos. Morava em Fortaleza. Minha mãe tinha um restaurante na praia, e todas as noites havia um show de forró. O lugar enchia de mulheres.
Em uma determinada noite, entrou uma princesa, uma verdadeira Angelina Jolie do sertão, alta, seios fartos, rosto oval, lábios carnudos, loira, pele tostadinha, um verdadeiro monumento. Nunca a tinha visto por lá, deduzi então tratar-se de uma turista, provavelmente sueca. Fui à sua mesa, como bom garçom, e entreguei-lhe o cardápio, acompanhado de uma piscadinha.
-- A sinhora é muito bunitona! – disse eu, babando.
A loira olhou para um dos seus acompanhantes, que imediatamente traduziu, em inglês, a frase que eu disse, e continuei:
-- A sinhora é cantora lá nos Tazunidos?
E o tradutor dizia a frase e ria.
-- I’m germany.
-- Ela está dizendo que é alemã.
-- Fala prela que to peixonado. – pedi ao tradutor, mas sempre com os olhos fixos nos lábios dela.
E o homem fazia a tradução e os dois riam muito. Pediram caipirinha de pinga e cervejas. Quando voltei para servi-los, postei-me bem ao lado da loira, que cochichou algo no ouvido do tradutor.
-- Ela deseja que você a ensine a dançar forró.
Peguei delicadamente a loira e conduzi-a ao salão lotado.
-- Vamu arrupiá daqui, gente boa!! Que agora só eu e a lora!
A sanfona cantou alto.
Os atrevidos de vez em quando resvalavam na bunda da loira, que morria de rir. A fim de aproveitar a situação, decidi dar uma passada, generosa, de mão na perseguida dela, pra ela ver com que estava lidando. Desci o braço, com a mão aberta pra dar aquela apalpada, e olhando pro rosto dela, disse:
-- Quero vê você ri agora, muié!!
E taquei a mão com força... e a minha mão encheu. Transtornado, comecei a berrar:
-- Esse bicho aqui é ómi!! Vô buscá minha pexera, baitola lazarento!!
A correria foi tanta, que no fim só encontramos a chuteira da Cinderela no meio do salão.
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