Noites vãs
Eram apenas dias de trabalho que culminavam em começos de noites vãs, sem graça, doídas. Até o dia que decidi que não mais ficaria em casa, após às 18h. Faria qualquer coisa. Sairia sem rumo, mas próximo a outras pessoas. Uma vez ouvi alguém dizer que existe solidão no meio de muitas pessoas, ou seja, não adiantava ficar ao lado de muita gente, se sua alma não estivesse bem. Era isso.
Inúmeras vezes saí acompanhado. Íamos a teatros, a cinemas, a passeios. Depois, quando amanhecia, sentia enorme culpa de não ter feito feliz minha acompanhante. Ela também se sentia sem graça diante de mim, de não ter-me proporcionado a felicidade que eu desejava. O que ela nunca entendeu é que o culpado sempre fui eu, e não ela.
Já senti meu coração frio e fechado. Já tentei até persuadi-lo, mas, em determinados momentos, eu não conseguia enganá-lo. Isso fazia com que eu me cobrasse, não a minha felicidade, mas o respeito e a felicidade de outrem.
“Perdi a morte e a vida,
E, louco, não enlouqueço...
A hora foge vivida
Eu sigo-a, mas permaneço...”
(Mário de Sá-Carneiro)
Eu estava vivendo uma busca do próprio “eu”. Foi o meu momento de introspecção, egocentrismo e, graças a Deus, o finalmente da destruição não aconteceu.
Não aconteceu, porque comecei a distrair-me com as pessoas nas ruas, principalmente na Av. Paulista, onde eu costumo viver, porque a adoro.
A Avenida Paulista é muito linda. Uma mistura de arquitetura moderna e clássica. É possível ali recordar bons momentos da Paulicéia Desvairada, vivendo o cotidiano, o contemporâneo.
Parque Trianon. Já imaginou dançar uma valsa pelas alamedas de um parque, tendo como som contínuo o barulho de uma cidade grande? Lá é possível.
Aqui em São Paulo tudo é possível. Basta querer. Basta estar bem consigo mesmo. Foi isso que minha cidade me ensinou. Apesar de tantas barbaridades que ouvimos em noticiários todos os dias, é aqui que me sinto bem, que vivo, que respiro o dom de ser poeta.
XXXXXXXXXXXXXXX
Eram apenas dias de trabalho que culminavam em começos de noites vãs, sem graça, doídas. Até o dia que decidi que não mais ficaria em casa, após às 18h. Faria qualquer coisa. Sairia sem rumo, mas próximo a outras pessoas. Uma vez ouvi alguém dizer que existe solidão no meio de muitas pessoas, ou seja, não adiantava ficar ao lado de muita gente, se sua alma não estivesse bem. Era isso.
Inúmeras vezes saí acompanhado. Íamos a teatros, a cinemas, a passeios. Depois, quando amanhecia, sentia enorme culpa de não ter feito feliz minha acompanhante. Ela também se sentia sem graça diante de mim, de não ter-me proporcionado a felicidade que eu desejava. O que ela nunca entendeu é que o culpado sempre fui eu, e não ela.
Já senti meu coração frio e fechado. Já tentei até persuadi-lo, mas, em determinados momentos, eu não conseguia enganá-lo. Isso fazia com que eu me cobrasse, não a minha felicidade, mas o respeito e a felicidade de outrem.
“Perdi a morte e a vida,
E, louco, não enlouqueço...
A hora foge vivida
Eu sigo-a, mas permaneço...”
(Mário de Sá-Carneiro)
Eu estava vivendo uma busca do próprio “eu”. Foi o meu momento de introspecção, egocentrismo e, graças a Deus, o finalmente da destruição não aconteceu.
Não aconteceu, porque comecei a distrair-me com as pessoas nas ruas, principalmente na Av. Paulista, onde eu costumo viver, porque a adoro.
A Avenida Paulista é muito linda. Uma mistura de arquitetura moderna e clássica. É possível ali recordar bons momentos da Paulicéia Desvairada, vivendo o cotidiano, o contemporâneo.
Parque Trianon. Já imaginou dançar uma valsa pelas alamedas de um parque, tendo como som contínuo o barulho de uma cidade grande? Lá é possível.
Aqui em São Paulo tudo é possível. Basta querer. Basta estar bem consigo mesmo. Foi isso que minha cidade me ensinou. Apesar de tantas barbaridades que ouvimos em noticiários todos os dias, é aqui que me sinto bem, que vivo, que respiro o dom de ser poeta.
XXXXXXXXXXXXXXX
